Dessa forma, Dilma parece escolher o mesmo caminho do presidente francês François Hollande, sem aprender com as amargas consequências que o gabinete socialista tem enfrentado.Hollande foi eleito com um discurso de oposição às medidas neoliberais do conservador Nicolás Sarkozy. Empossado, anunciou reformas de cortes de gastos públicos na ordem de 50 bilhões de euros, outros 100 bilhões em cortes trabalhistas e renúncia fiscal como vantagens para as empresas.O prêmio Nobel de economia Paul Krugmann definiu a postura de Hollande como “rendição intelectual” e o classificou como parte dos “políticos molengas e confusos da esquerda moderada”, “cúmplices dos conservadores teimosos e desapiedados”. A ex-ministra de Sarkozy, Valérie Pecresse, decretou: “A direita ganhou a batalha das ideias”.A opção conservadora de Hollande foi desastrosa. Conseguiu dividir seu próprio partido, expurgando três ministros contrários às reformas conservadoras e enfrentando a rebelião de um terço dos deputados do Partido Socialista desfavorável à política presidencial.Com isso, o Partido Socialista foi atropelado nas eleições municipais deste ano, perdendo 151 cidades, enquanto a centro-direita conquistou 142 municípios e a extrema-direita vencia em 11.Por fim, o governo já acumula dois índices vergonhosos: um recorde no número de desempregados – 3,3 milhões de pessoas economicamente ativas – e o pior índice de popularidade de um presidente na 5ª República, iniciada em 1958.Os analistas franceses apontam que, na melhor das hipóteses, a centro-direita vencerá as próximas eleições presidenciais. Rodrigo Vianna
domingo, 7 de dezembro de 2014
Dilma segue mesma receita do Presidente francês ... lá deu errado
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário